segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sex, Sun and Sea


O comerciante que se sentava à minha frente no Auberge de Gabares, em Cahors, ao saber que moro no Rio de Janeiro, rí, faz gestos de quem dança e fala de mulheres. Seu maior desejo é passar o carnaval no Rio, conhecer as mulatas cariocas e dançar o samba. Mas também diz que tem medo da violência da cidade, pelo que lê nos jornais e vê na TV.

Por onde já andei pelo interior da França e pelo mundo afora, esta é a imagem presente no imaginário dos homens: mulheres fáceis, música exótica, praia e calor. O futebol também aparece, mas nem tanto. Não duvido que seja um pensamento capaz de excitar qualquer homem. Pode até ser bom para a indústria do turismo mas esta talvez não seja a imagem capaz de melhorar a auto-estima dos brasileiros.

A promoção turística do Brasil no exterior foi sempre fundamentada no argumento que os profissionais de marketing chamam “sex, sun and sea”. Explorado durante muitos anos, parece ter atingido seus objetivos.

Para um europeu ou para um americano da baixa classe média, nada melhor do que turismo barato com a perspectiva de sexo fácil numa bela praia ensolarada.

Foi isso o que vendemos.
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