segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Avatar


Desde as primeiras experiências dos irmãos Lumiére com o cinematógrafo, a vocação do cinema inclinou-se para o espetáculo e a diversão. A lanterna mágica provocou emoções de espanto diante de uma tecnologia que despontava e que no futuro encantaria milhões de espectadores em todo o mundo. O cinema de arte, profundo, humano e reflexivo, foi consequência da apropriação do novo meio de expressão por alguns artistas que descobriram sua linguagem e exploraram os seus limites.

Embora aparente preocupações ecológicas e pacifistas, Avatar é um filme ingênuo. Cada uma das sequências que o compõem já foram vistas mais de uma vez em outros filmes. O espectador antecipa o que vai acontecer, pois a luta entre o mal e o bem é um dos temas recorrentes do cinema, cujo maniqueismo é uma das pedras angulares dos seus roteiros. A indústria do entretenimento sabe que o público prefere assistir sempre as mesmas histórias

Resta a tecnologia para compensar a pobreza de um filme feito para crianças. Os efeitos visuais e a exibição em 3D são os verdadeiros protagonistas.
Postar um comentário