domingo, 15 de março de 2015

Cidades

A atração das grandes cidades lembra enxames de abelhas amontoadas em torno da diversidade de apelos ao consumo. O homem devora o planeta que habita e o vai tornando inóspito, desconfortável e sombrio. Mesmo em cidades com o carisma de Paris, as multidões confundem e se misturam entre paisagens e monumentos.


O charme de mercadorias expostas de forma a torna-las irresistivelmente atraentes, o desfile de chamados ao lazer e à embriaguez sibarita. Ilusões que definem a divisão entre os que podem possuir objetos de desejo e os que estão fora do circuito da felicidade prometida. O convite permanente a ter o que não é possível vai tornando as cidades cada vez mais violentas. Lugares de conflitos que se acumulam e que o homem parece incapaz de compreender.

Um comentário:

Otaviana Maroja jales disse...

Caríssimo Celso sobre esta corrida desvairada pela afirmação do ter.Estranho animal este ,o homem, que constrói e destrói o tempo todo.haverá alguma solução? Abraços
Carlos Jales e Otaviana