segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Moissac

Quarenta quilômetros, alguns séculos e diferentes histórias separam Moissac de Montauban. Esta última é um bastião protestante dentro de um país católico. A outra vive de sua tradição de ponto de parada obrigatório dos peregrinos que passam pela França em busca de Santiago de Compostela. Tão próximas, tão diferentes. O ocre das paredes de Montauban, suas ruas modernas, contrastam com o peso das construções medievais de Moissac.

A história de Montauban está ligada ao espírito da reforma de Lutero, à austeridade do lema “laborare est orare”, o trabalho é uma forma de oração. Moissac viveu sempre da adoração mística de Deus e este seria o destino do homem na face da Terra, na concepção dos santos filósofos Agostinho e Tomás de Aquino.

Ambas são belas a sua maneira, cada uma expressa uma forma de beleza segundo a estranha visão dialética da natureza humana. A procura  de ascender espiritualmente pelo trabalho ou pela concentração no entendimento do mundo pela atividade mística que poderia explicar a essência do divino. Por causa disso são diferentes e por isso foram inimigas quando os homens se matavam pelo amor de Deus.


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