terça-feira, 3 de setembro de 2013

Cidade insone

Sonho com paisagens cobertas por um veu e ventos cortantes invadindo uma atmosfera de chumbo. Encontro o caminho coberto por uma relva que poderia simbolizar o esquecimento. O que deixamos de lembrar é algo morto no universo da imaginação, retorno ao nada, reflexão sobre o vazio.

Espaços se acumulam refletindo as imagens de um delírio. Sombrios como os pensamentos que refletem o obscuro foco em paragens longe dos limites da razão. Vôo obscuro e trágico, mergulho no espaço das brumas onde o silêncio diz alguma coisa sobre perguntas sem resposta.


O sono aprofunda este mergulho e a cada instante emula a insensatez de frases sem nexo, reverberações de sons originados na inconsciência e sem qualquer significado. Apenas as longas e dissonantes notas de uma flauta no escuro da madrugada de uma cidade que não dorme.
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