quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Zanzibar

Leio numa revista de São Paulo a dica de um restaurante em Zanzibar, na Tanzania, e me pergunto  o que motivaria alguem a ir jantar num restaurante em Zanzibar. Os guias descrevem praias de mares azuis e a possibilidade da realização de safaris pelo interior africano. Os brasileiros, que até há pouco exibiam certa timidez diante de viagens pelo mundo, transformaram-se num povo cosmopolita.

Nas capitais do mundo, encontram-se imigrantes ou viajantes brasileiros nas mais diversas atividades. Soube de um cearense que se dedicava, em Hong Kong, a transportar turistas em seu riquixá. Em Londres ou Nova Iorque, estão nas mais diversas atividades, de engraxates a professores universitários. Nesta última, encontrei um mineiro que vendia pão de queijo em um pequeno balcão sob a escada de um edifício em Manhatan.


O preço mais em conta das passagens aéreas, os enormes aviões e aeroportos cada vez maiores convidam a classe média a se aventurar em países distantes. Mas algo me disse, ao ler a dica do restaurante, que havia qualquer coisa de estranho no desejo de jantar num restaurante em Zanzibar.
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