sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Jogadores

Loteria, Van Gogh, 1882

Quanto mais alto o prêmio acumulado, maiores são as filas pelas calçadas em frente às lojas da loteria. São os velhos e a gente pobre de Copacabana tentando a sorte duas vezes por semana. E há  também as lojas do Joquei, onde se assiste pela tv e se aposta nos páreos que poderão trazer o instante de alegria.

Jogar é viver decepções alimentadas de sonho. Milhares contribuem para o gozo de poucos, às vezes de um único vencedor que recebe o brinde do acaso. Alguns procuram descobrir leis que regem as incertezas e desenvolvem teorias e crenças  que compõem a complexa psicologia do jogador.


As apostas representam esperança no destino. Diante das inúmeras casas de jogo, as filas crescem sob o sol destes dias de grande calor, na crença de que a felicidade é possível. Pode estar oculta nas bolinhas do sorteio, nas patas de um cavalo ou no talão do bicho do cambista perseguido pela polícia e que está sempre sentado à porta do botequim.
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