terça-feira, 3 de maio de 2016

O Absoluto



Faz parte da natureza humana indagar sobre si mesma. Desde muito cedo, ainda em sua infância, surgem diante do homem as interrogações sobre o destino, a origem e as razões de existir. As religiões têm respostas para todas as perguntas mas aqueles que não foram tocados pela fé permanecem em sua perplexidade ou simplesmente desistem de perguntar. Mas de vez em quando as inquietações ressurgem para permanecer sem respostas.

Abandonado no espaço e no tempo do universo, o homem será sempre acompanhado de dúvidas, na busca perdida de verdades. Tem uma vaga noção do absoluto mas se perde na relatividade do acaso que rege a sua vida como única lei inquestionável no mundo. A angústia da solidão o persegue também como prenúncio da morte, única certeza que o acompanhará em toda a sua curta trajetória na vida.

Os poetas dedicam toda a sua existência escrevendo um único poema. A filosofia tangencia uma única fímbria do conhecimento e todos os artistas dedicam a vida a buscar uma só manifestação da beleza. Todos investigam um único sinal que os possa guiar a um momento único, capaz de explicar o Absoluto. É um esforço em vão.
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