sexta-feira, 20 de maio de 2016

Cidades mortas



Nínive, chamada de grande demais no Livro de Jonas, foi arrasada seiscentos anos antes da nossa era. Nada restou dos seus palácios e da sua grandeza. Atlântida, potencia naval que teria sido Tantalis, capital da Lidia, desapareceu no mar e o que ficou de sua memória foi apenas a menção que lhe fez o filósofo Platão.

As cidades crescem, desenvolvem-se e morrem. Desaparecem seus feitos e tudo o que viveram seus habitantes. Delas pouco fica e tudo se transforma mesmo quando continuam a existir. Roma não há mais. A moderna Roma traz consigo apenas a lembrança do seu esplendor. Os contornos de sua alma são lembrados no registro dos seus escritores e na obra dos seus artistas.

As civilizações desaparecem como tudo o que é humano. Fica a memória. Como ficou a dos persas, a dos egípcios e a dos hebreus. O que restará do mundo em que vivemos, das cidades onde nascemos e de tudo o que está construído e feito em nossa volta? No futuro, existirá apenas o registro do pouco que fizemos e certamente a lembrança dos tempos cruéis que habitamos.
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