quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A barbárie

O homem é o bicho mais feroz das espécies animais. Foi de certa forma domado pela civilização, que é produto da inteligência, da ética e do instinto de sobrevivência. Porque viveu em matilhas e depois em tribos, famílias, comunidades, cidades, países, a humanidade criou regras de coexistência para a vida gregária.

Mas a história do homem tem avanços e recuos, sístoles e diástoles e é também uma sucessão de tragédias que fazem contraponto às conquistas. O progresso científico, a arte, a revolução tecnológica, a cultura e a religião, nada disso consolidou a consciência moral ou controlou a ferocidade como estigma e caráter da humanidade.


A degola de inocentes, o genocídio, as agressões brutais, estupros, sequestros, guerras de conquista, a tortura metódica patrocinada pelo Estado, o roubo e a corrupção, o homicídio gratúito, o tráfico de crianças, são todos sinais da barbárie negando a idealização da fraternidade, da solidariedade e da dignidade da pessoa humana.
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