quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Vida

Há o desejo de vida nas manhãs, diante da claridade, o sol se sobrepondo sobre qualquer réstea de sombra. É como se procura evitar a solidão da noite, pois a escuridão é onde habitam as ameaças, o desconhecido e os grandes segredos irrevelados. A tarde é o tempo que se desvanece e morre, acompanha o lento apagar do dia.

Tantas vezes se comparou a aurora e seu trajeto à vida humana. As manhãs seriam a imagem refletida da infância dos homens e a noite a metáfora da morte após o lento desfilar da tarde. As mudanças do tempo, os perigos do clima, tempestades elétricas, trovões, o anoitecer em pleno dia seriam representações dos dissabores humanos.


Assim como a luz do sol depois de nuvens sombrias simbolizariam o renascer de esperanças. O recomeçar na densa umidade das fortes chuvas ainda presentes na memória de todos – a perigosa aventura de viver num planeta inacabado, onde se revezam as ameaças das inundações e dos estios.
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