sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Mundo novo

No alvorecer da revolução tecnológica, quando os espaços do mundo diminuiram e ampliaram-se as possibilidades de comunicação entre as pessoas, isto foi recebido com enorme otimismo.

Foi imaginado que a chegada da automação e da inteligência artificial significariam libertação para a  humanidade, que se livraria do trabalho, maldição bíblica depois do pecado original. Haveria mais tempo livre e se discutia o que fazer com ele, talvez o lazer criativo, a melhoria da condição humana.

Mas a receita desandou. Há notícias de trabalho escravo nas empresas asiáticas que fabricam produtos de alta tecnologia, sem falar nas usinas brasileiras de etanol.  O homem mais rico do mundo fez sua fortuna vendendo impulsos de telefone celular para os miseráveis em cartões pré-pagos. As grandes empresas contratam executivos com obrigação de estarem disponíveis as 24 horas do dia em todos os dias da semana.


Foi sequestrado o sonho de liberdade.
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