terça-feira, 6 de agosto de 2013

Finitude

A consciência da finitude se dá pelo testemunho do que morre em torno de nós. Plantas, animais, amigos, o próprio dia que morre no crespúsculo para renascer amanhã, mas que não será o mesmo dia. Será diferente, tão diferente que talvez venha a destruir a ilusão de equilíbrio de um mundo em eterna transição.

Nada será como antes parece um slogan apropriado para cada novo dia. É um lugar comum como o de que o mesmo rio nunca passa embaixo da mesma ponte. E o fato de que amanhã não seremos os mesmos que somos hoje, pois envelheceremos e os acontecimentos estarão cada vez mais distantes da nossa vontade.


Quando se é muito jovem, um sentido da permanência das coisas nos acompanha e somos incapazes de imaginar o fim de tudo, pois vivemos numa realidade em processo, acontecendo. E existirá sempre uma luta do homem com seu destino, aquela que Hemingway percebeu ao compreender a simbologia das corridas de touros, um confronto travado contra si mesmo no qual ele foi derrotado.
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