domingo, 31 de julho de 2016

O Porto.



“Uma cidade pode ser apenas um rio, uma torre, uma rua com varandas de sal e gerânios de espuma. Pode ser um cacho de uvas numa garrafa, uma bandeira azul e branca, um cavalo de crinas de algodão, esporas de água e flancos de granito. Uma cidade pode ser o nome dum país, dum cais, um porto, um barco de andorinhas e gaivotas ancoradas na areia. E pode ser um arco-íris à janela, um manjerico de sol, um beijo de magnólias ao crepúsculo, um balão aceso numa noite de junho. Uma cidade pode ser um coração, um punho.”

Foi assim que o poeta Albano Martins cantou sua cidade. Portugal surgiu ali, às margens do Rio Douro. O velho ancoradouro dos romanos deu lugar a um país a partir de uma cidade que desde suas origens é apelidada invicta por causa dos atos heroicos da sua história. Construída sobre granito, amada pela gente que lá nasceu, plantada sobre os montes que desenham seus telhados a descer em cascatas coloridas.

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