sábado, 11 de junho de 2016

Amor e morte



As mais comoventes histórias de amor são as mais tristes. Desde Julieta e Romeu e Tristão e Isolda até a frustração do amor perdido de Rick Blaine e Ilsa Lund que se esvaiu no nevoeiro da cidade de Casablanca. No imaginário das gentes o amor é infeliz e fugaz apesar do sonho de ser eterno.

Arthur Rimbaud manifestou todo o seu tédio existencial dizendo que já tinha lido todos os livros e o amor é triste. Uma declaração inesperada de um jovem de vinte anos mas era assim que ele se sentia em suas iluminações. Shakespeare, ao contar os últimos momentos de dois adolescentes apaixonados, alinhou o amor e  seus conflitos com a morte trágica do seu final.

Eros e Thanatos, o instinto da vida e a compulsão da morte, os dois sentimentos em luta nos intestinos da alma humana. Freud os descreveu magistralmente em sua obra. Foi busca-los na mitologia dos gregos. Eros, o mais belo dos deuses, era filho da carência em busca da completude. Thanatos era filha da Noite. Embora ambos fossem descendentes de Caos, o amor jamais poderia existir entre eles. Talvez para isso tenhamos sido feitos. Para a suprema loucura do ódio mas também para a esperança representada pela descoberta do amor.
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