sexta-feira, 18 de abril de 2014

Shakespeareana

Shakespeare escreveu sobre a tragédia que ronda os poderosos. Sua obra penetrou o drama de personagens históricos da aristocracia de todos os tempos, como Julio Cesar, Ricardo III, Macbeth e  Hamlet, o infeliz príncipe da Dinamarca. Todas as suas peças são de extraordinária atualidade e nunca deixaram de ser representadas nos palcos ou em filmes nos últimos quatrocentos anos.

O que faz das suas histórias grandes momentos dramáticos é a reflexão sobre o poder, a glória e a natureza humana. Ao longo de quatro séculos, tem mostrado a suas platéias que os poderosos estão expostos, como todo mundo, aos dissabores e às armadilhas do destino.


Acompanhamos agora o drama que se abateu sobre Eike Batista, um príncipe do capitalismo que despenca da glória diante da platéia formada por todos nós, os simplórios, os atônitos. Um homem que podia tudo vive diante do público uma sucessão de quedas, desde a perda da bela mulher e de suas ricas empresas à ameaça de prisão e desonra. A vida, mais uma vez, imita as tragédias imaginadas pela arte.
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