domingo, 21 de julho de 2013

Política


Neste espaço evito falar de política porque prefiro o olhar sobre o que é humano e não me é estranho. Concentro-me no meu bairro, num espaço ainda menor, demarcado por poucas ruas e alguns botequins onde vou para beber, refletir e procurar entender o mundo e o tempo contraditório em que vivemos.  Mas as manifestações políticas que agitam o país desde junho, e dizem que não são políticas, surpreendem porque negam a si mesmas. Há muito não havia tanta agitação política.

A diversidade de temas, exigências, reivindicações, acusações e gritos dessas passeatas me levam a pensar sobre a origem dessa inquietação. A internet, que concentra as conquistas das grandes mudanças provocadas pela tecnologia, está desorganizando o pensamento doutrinário que o establishment de todos os países via como se fosse a organização ideal da sociedade.

Na longa e dolorosa viagem do homem em busca do conhecimento, a invenção do tipo móvel, por Gutemberg, há  quase seiscentos anos, foi um salto tecnológico que mudou o mundo. Seu impacto conduziu, muitos anos depois, ao iluminismo do século XVIII, o século das revoluções.
Agora, estamos novamente vivendo um tempo de mudanças e um novo salto tecnológico traz consigo impactos revolucionários. Muita água vai rolar. Só não sabemos - ainda - em qual direção.


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