quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Enquanto vai o tempo


A imagem de tempos passados traz diante de nós o espaço fugidio no qual todas as coisas acontecem. Nada permanece e o que foi não será de novo. Tudo muda e envelhece e se renova e isto é sem cura, dizia o poeta Sá de Miranda no ano distante de 1500, quando tudo mudava com as grandes navegações e a descoberta de novos mundos.

A passagem do tempo e a fuga dos anos escorrem como água no leito dos rios. O que foi feito da beleza de Debra Paget, aquela bonita adolescente morena e doce dos anos 50? Vi, outro dia, a entrevista de uma velha senhora que dizia ser ela e com ela compartilhava a mesma biografia.

Os tempos morrem, como as pessoas. A cada ano uma sucessão de estranhas vivências se acumulam de modo a não permitir que você se reconheça nos episódios dos anos passados. Foram eles realmente vividos por você ou por alguém que você não conhece e pode ou não ser você?
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