sábado, 20 de outubro de 2012

Os quatro velhinhos gays



 Há meses que não os vejo juntos como antes, bebendo nos botequins da Barata Ribeiro enquanto seguiam com o olhar os rapazes que passam na direção da praia. Um deles, muito pálido, parecia doente mas os quatro estavam sempre alegres, discutiam viagens, Paris era a cidade preferida de todos.

O mais elegante deles tornei a ver na tarde de ontem, de andar vacilante, apoiado no braço de uma acompanhante. Não estava vestido como antes, quando usava tonalidades claras e um chapéu que combinava com a cor da roupa. Havia um certo descuido na sua aparência. Percebi que negociava com a acompanhante, uma negra alta e forte, o direito de sentar-se à mesa do botequim. Segui caminho, quando voltei ele já se sentara, bebia uma caipirinha e olhava os rapazes que passavam na direção da praia. A acompanhante, que não conseguia disfarçar o mau humor, parecia conformada.

Não sei por onde andam os outros três do grupo dos quatro velhinhos gays.

2 comentários:

Matias Blades disse...

Interessante observar esses "personagens". Em Copacabana se acha farto material para "peneirar", pois ali existe gente esquisita de todo gênero. Eu mesmo já detectei um personagem estranhíssimo, com que sempre esbarro involuntariamente: a própria encarnação da tosqueira e chatice! O homem, sendo já coroa, pobre e feio, olha despudoradamente para as gatinhas que passam. Além disso, bebe cachaça enquanto puxa o saco do chefe ao celular. Uma vez o vi no metrô chamando para brigar um rapaz muito mais jovem e cinco vezes mais forte. É o típico subempregado que teve algum estudo, mas não progride e vive revoltado com tudo. No fundo ele queria traçar alguma gatinha nova, beber whisky do bonzão e ser o patrão, mas só lhe sobra desprezo, pinga, empurrão no metrô e serviço de bucha de canhão.

Matias Blades disse...

Interessante observar esses "personagens". Em Copacabana se acha farto material para "peneirar", pois ali existe gente esquisita de todo gênero. Eu mesmo já detectei um personagem estranhíssimo, com que sempre esbarro involuntariamente: a própria encarnação da tosqueira e chatice! O homem, sendo já coroa, pobre e feio, olha despudoradamente para as gatinhas que passam. Além disso, bebe cachaça enquanto puxa o saco do chefe ao celular. Uma vez o vi no metrô chamando para brigar um rapaz muito mais jovem e cinco vezes mais forte. É o típico subempregado que teve algum estudo, mas não progride e vive revoltado com tudo. No fundo ele queria traçar alguma gatinha nova, beber whisky do bonzão e ser o patrão, mas só lhe sobra desprezo, pinga, empurrão no metrô e serviço de bucha de canhão.