segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Marcilhac



Numa curva suave do Rio Célé, Marcilhac surgiu em torno de uma abadia dos monges beneditinos construída no século XI e destruída na Guerra dos Cem Anos com os ingleses. Foi reconstruída e destruída mais duas vezes, nas guerras de religião e de uma vez por todas na Revolução de 1789. Restam sua ruínas, imponentes.

A abadia deu importância à cidade, em sua época. Parece ter sido construída sobre uma capela romana que existiu em tempos mais antigos. Percorrendo hoje seus corredores, as sombras daqueles muros que existem desde os começos da Idade Média ecoam os prazeres e os sacrifícios da vida monástica naqueles tempos.

Marcilhac não chega a ser uma cidade, é até hoje uma passagem para os peregrinos que se dirigem a pé a Santiago de Compostela. Uma parada para admirar o rio Célé, o mais formoso da Europa, dizem os franceses. Na curva de Marcilhac, antes de desaguar no Lot, ele diminúi também a sua marcha, junta-se num pequeno lago, espelha o verde das árvores em sua volta e pinta uma paisagem de tocante e calma beleza.




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