segunda-feira, 1 de março de 2010

A pracinha do jogo


A pracinha tem o nome de Manoel Campos da Paz, sanitarista que fez campanhas contra a febre amarela, quadro do Partido Comunista, pelo qual foi eleito vereador no Rio de Janeiro. Um médico ilustre, humanista que merece a homenagem. A praça tem um ar tranquilo, algumas mesas de cimento e uma forte vocação para o jogo.

Talvez tenha começado com os motoristas de kombis de aluguel que lá faziam ponto. O baralho ajudava a enfrentar o tédio na espera de clientes e aos poucos a pracinha com o nome do bom médico foi se transformando numa área de jogo que se ampliou pela vizinhança.

Um ponto de jogo-do-bicho e uma inocente loja de venda de jogos eletrônicos, onde as crianças trocam figurinhas, convivem com as mesas ocupadas pelo baralho. Há um botequim frequentado pelos amantes do jogo de damas e, de vez em quando, a polícia perturba a tranquilidade da pracinha e intervém para interromper um veloz jogo de cartas onde o dinheiro troca de mãos com incrível rapidez.
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