quarta-feira, 29 de maio de 2013

Manhã de maio


O dia claro ilumina a manhã de Copacabana neste final de maio, em que o mar se agita e as ruas internas exibem tráfego intenso e caótico, como sempre. Marquinhos, louco, grita para os motoristas seus impropérios ininteligíveis e a velhinha que alimenta os pombos da praça aparenta um ar cada vez mais distante. Como se não estivesse ali.

Os habitantes do bairro desfilam pelas calçadas, velhos na direção do supermercado, do banco ou da farmácia. E as belas meninas caminham na direção da praia na companhia dos pequenos grupos que saem da estação do metrô.

No botequim da esquina, reconheço seus frequentadores habituais. Entre eles distingo o homem magro que me acostumei a ver, de manhã bem cedo, tomando a primeira refeição do dia constituida de pão, manteiga e uma garrafa de cerveja.
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