quarta-feira, 14 de março de 2012

Joel e a tristeza


Joel Silveira morou sempre em Copacabana, na Francisco Sá, vizinho de Carlos Drummond de Andrade, que morava na Conselheiro Lafaiete e foi a única grande figura do seu tempo que não entrevistou. Em sessenta anos de jornalismo, Joel foi a melhor testemunha do que aconteceu no país em quase todo o século passado. Penso que ele foi o melhor repórter brasileiro em todos os tempos. Com a exceção, talvez, de Euclides da Cunha.

A marca de Joel era o bom humor e sobre a tristeza ele disse “quando estou triste e um pouco murcho, costumo escutar a Marcha Fúnebre da 3a de Beethoven, ou então, se não todo, trechos do Réquiem de Mozart. E falo comigo mesmo: - Isso é que é tristeza, idiota! A sua, factual, é apenas ridícula”.
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