
Os protestos que ocupam as praças pelo mundo afora trazem uma novidade. Não se trata apenas do uso da internet, como querem os jornais, preocupados mais com o meio do que com a mensagem.
Pela primeira vez, a polícia e a repressão não sabem a quem culpar pelo que possam chamar desordem. Os comunistas perderam a força, as esquerdas se dividem, a União Soviética decepcionou como modelo e não existe mais.
Os que protestam no coração do capitalismo chamam a atenção para a falência desse outro modelo. Mostram também como são destituidas de sentido as pequenas marchas no Brasil contra a corrupção. Num discurso em Wall Street, o inquieto filósofo Slavoj Žižek apontou com precisão que o problema não é a corrupção, mas o sistema.
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