quarta-feira, 14 de abril de 2010

Rodízio e quilo


Parece que tanto os restaurantes de comida a quilo quanto as churrascarias em rodízio foram invenções brasileiras. Representam uma solução de marketing que leva em conta a fome sem medidas da clientela pois, ao invés do comerciante, quem determina o preço ou o tamanho do prato é o freguês.

Dessas duas fórmulas bem sucedidas de vender comida, o rodízio, invenção dos gaúchos, já existe até na Russia e faz o regalo dos americanos, que esbugalham os olhos e enchem a barriga nas bem sucedidas churrascarias de Miami e Nova Iorque. A carne é um produto caro, nesses países. Quanto ao quilo a preço fixo, penso que ainda não conseguiu sucesso no exterior porque os empresários do ramo de restaurantes temem perder dinheiro nesse negócio. Em Paris, cidade orgulhosa das suas casas de pasto, anunciado como “à volonté”, faz sucesso o buffet a preço fixo. É o que há de mais parecido.

Já em Copacabana, há um restaurante a quilo e uma farmácia em cada esquina. Não existe muita relação entre esses dois negócios, mas ambos são do agrado dos velhinhos do bairro, que garantem a saúde pagando apenas pelo que comem, sem maior desperdício. E dão sempre uma passada na farmácia.
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