sábado, 6 de agosto de 2011

Uma cidade


A noite começava na Rua da Aurora, separada da Rua do Sol pelo Capibaribe, em cujas margens esperávamos o nascer do dia. O pouco dinheiro era bastante. A madrugada era uma festa e nós vivíamos na madrugada.

Havia os bares e seus habitantes, o calor da tarde e a brisa, o chope do Bar Savoy. O mar era distante, existiam apenas os dois rios que fazem o desenho de uma cidade das águas. E tinha os sobrados e os bares da ilha onde ficava o porto e onde a boemia celebrava a vida em um bairro que parecia deserto.

Quem teve a sorte de viver em Recife quando muito jovem, como aconteceu com Hemingway em relação a Paris, para onde for levará consigo uma festa em movimento. Pelo o resto da vida.
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