segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Discépolo


O pessimismo cético de Enrique Santos Discépolo pode ser resumido nos versos que escreveu em um dos grandes tangos que compôs, “Qué vachaché”: o verdadeiro amor se afogou na sopa, a pança é a rainha e o dinheiro é Deus. Talvez nenhum outro compositor tenha melhor representado a alma argentina do que este artista versátil, misto de ator, diretor e músico que definiu o século 20 em que viveu como um cambalache.

Discépolo é o maior poeta popular argentino. Deixou sua marca na música do seu país, pois todos os outros compositores que vieram depois dele foram de uma maneira ou de outra influenciados pela sua maneira de ver o mundo:

Verás que todo es mentira,
verás que nada es amor,
que al mundo nada le importa...

A interpretação de Gardel em 1930 para Yira, Yira, de onde tirei estes versos, é um dos grandes momentos da história do tango.
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